Como é do
conhecimento geral da categoria, nossa pauta de reivindicações da Campanha
Salarial foi protocolada em 24/03/2014. A pedido do próprio TJ, foi
solicitado um prazo de 20 dias para manifestação e a data final estipulada, foi
em 14 de abril. Há uma inércia total do TJ a respeito e nenhuma
justificativa foi apresentada. No próximo dia 29/04 haverá uma reunião
com o Dr. Malheiros, desembargador designado para as negociações mas que,
segundo ele mesmo afirmou, desprovido de qualquer poder de decisão, que tratará
da questão dos agentes não incluídos na concessão da gratificação.
Nessa mesma data,
os Oficiais de Justiça estarão também realizando uma manifestação para
aprovação de diversas questões, além é claro, da luta pela aprovação do Projeto
de Lei Complementar 56/13 (Nível Universitário). Não podemos nos esquecer de
que a Lei Complementar 1217/13, está sendo descumprida no que se refere ao
Adicional de Qualificação. O TJ descumpre, sem qualquer justificativa,
uma lei que foi fruto de muitas lutas pela valorização do trabalhador do
judiciário. Contrariando todos os discursos da nova gestão, o que vemos é que o
funcionário da justiça está sendo
tolhido em seus direitos, até mesmo aqueles que decorrem de lei.
Por essa razão,
além das questões específicas dos agentes e dos oficiais de justiça, todos os
que deveriam ser contemplados pelo Adicional de Qualificação também devem se
fazer presentes para exigir a imediata aplicação da Lei 1217/13. Muitas são as
reivindicações da categoria, quer sejam em questões salariais ou
condições de trabalho. Não é crível que após obter o direito legal, o órgão que
tem por atribuição fazer cumprir a Lei,
se exima de cumpri-la em favor de seus próprios colaboradores.
É “lindo” de se ler
na primeira página do Diário Oficial de hoje (23/4/14), uma matéria gigantesca,
enaltecendo a importância do respeito, da cordialidade, da fraternidade e
harmonia entre todos aqueles que fazem parte da comunidade
judiciária. Como incorporar todos esses sentimentos dentro de uma instituição
que promove a desigualdade entre os iguais? Por todos os abusos praticados
contra os judiciários, independentemente do cargo ocupado, a hora é de
mobilização e luta. Não há outra forma de fazer com que o TJ entenda e
solucione nossos gravíssimos problemas, senão pela mobilização. Daí a
importância de estarmos lá na praça, mostrando que nós
trabalhadores não suportamos mais viver de longos e belos
discursos. Queremos mudanças, queremos avanços, queremos uma justiça de qualidade,
queremos um serviço público decente e ágil, queremos melhorias nas nossas
vidas! Chega de enrolação! 
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